Por que escolher uma metodologia de ensino segura?
Vimos que durante a pandemia muitas pessoas passaram a procurar algo para ocupar a cabeça (ou curá-la) e o yoga, que sempre esteve por aí, passou a ser muito requisitado.
É importante esclarecer que o Yoga tem muitas definições e, dentre elas, a prática física. E quando falamos simplesmente em "praticar yoga", damos um alcance muito amplo ao seu significado, pois existem métodos e formas diferentes de praticá-lo; Mas todos tem o mesmo objetivo ?acalmar a mente?.
E é fato que a prática do Yoga é muito benéfica (seja física ou mentalmente), mas ao mesmo tempo, se não for feita com cuidado e segurança pode machucar.
Acompanhamos nos últimos tempos uma invasão de imagens no ?feed e stories? das redes sociais, com posturas que aparentemente parecem ser impossíveis (e algumas vezes o são) para simples mortais da geração XY, pessoas acostumadas com o conforto da tecnologia, e que na maioria das vezes em uma primeira aula, por exemplo, encontra dificuldades em simplesmente encostar a ponta de dedos no chão em uma postura básica (Uthanasana).
Pois bem, mas porque o Yoga pode machucar?
O Yoga como uma filosofia, um estilo de vida ou uma prática física é a salvação do mundo, isso é fato. Mas, falando de prática física, é importante observar que algumas vão muito além do nosso arquétipo atual.
Temos que ter a consciência de que o yoga é uma atividade que foi criada há milhares de anos e, obviamente, era voltada para as pessoas daquela época, com costumes, alimentação e rotina completamente diferentes da atual. O corpo de um homem há mil anos é muito diferente do homem de hoje!
Por isso é preciso cuidado e, principalmente, atenção em algumas práticas que oferecem contorcionismos inimagináveis.
"Todas as posturas são possíveis, mas não para todos!" (Paulo Junqueira)
Mas e se eu ficar praticando, praticando, uma hora eu não consigo?
Talvez sim, mas antes disso é bem provável que você se machuque... o que vemos por aí, nas redes sociais não é o comum, é a exceção. Algumas posturas são de execução muito complexa e, se executadas por pessoas despreparadas ou de forma errada, podem resultar em lesões graves.
A exemplo disso citamos as posturas invertidas sobre a cabeça. São lindas sim, mas se feitas de forma errada podem ferir a integridade da coluna, sem contar os inúmeros fatores pré-existentes que podem existir (e que muitas vezes a própria pessoa nem sabe que tem) e podem agravam alguma situação física, ocular ou mesmo cerebral durante tal prática.
Mas sem generalizar o perigo, o fato é que você precisa ter cuidado e critério ao incluir qualquer atividade física em sua rotina, e se observar.

E porque o Método Superioga é uma prática segura?
Não confunda o ?Super? com algo complexo, pois não se trata apenas de um método seguro, mas também de um método inclusivo.
O Paulo Junqueira ao moldar a metodologia escolheu a dedo cada postura, e atualmente o Superioga conta com posturas (asanas) de pouca complexidade em sua maioria e que podem ser praticados por todas as pessoas.
A aplicação de uma invertida sobre a cabeça, por exemplo, somente será solicitada em uma aula de Superioga se todos os alunos naquele momento puderem executá-la. Os professores são orientados a ter essa percepção, para que desenvolvam essa sensibilidade e aplique-a durante a aula; Essa observação ocorre em diversos fatores, dentre os quais podemos citar: o tempo de prática do aluno (se for personal) ou da turma (se for uma aula coletiva), e também a evolução individual de cada um.
Os instrutores de Superioga recebem as ferramentas durante o Curso de Formação para que possam dizer se aquele aluno ou aquela turma estão aptos ou não a executar tal postura com segurança.
Outro ponto muito importante, é sobre o fortalecimento ensinado nas aulas de Superioga, é um processo que começa nas posturas básicas como chaturanga, os guerreiros, o adho mukha (que é uma invertida), o aluno de Superioga jamais será desafiado a fazer um Salamba Sirsasana (invertida sobre a cabeça), sem antes executar com propriedade aquelas posturas básicas, são elas que garantem o desenvolvimento, fortalecimento e a segurança para as posturas mais complexas.
Assim, o grande desafio do Superioga não é a complexidade da execução das posturas, mas sim as repetições, as permanências e as dinâmicas (nos asanas) aplicadas na aula. São esses fatores, que serão tratados em um próximo texto, que fazem o Superioga ser intenso e exigente, sem complexidade.
Nossos professores são instruídos a praticar e estudar diariamente, e conforme a Filosofia do método, para que possam ensinar, antes eles precisam experimentar em seu próprio corpo, em suas vidas e, principalmente, em sua rotina diária toda evolução e fortalecimento que podem oferecer nas aulas. Assim, os instrutores do método Superioga estão aptos a fazer posturas complexas, como as invertidas sobre a cabeça, entretanto, temos também professores que NÃO praticam essas posturas, não porque não saibam ou não treinam, mas porque existem limitações fisiológicas para isso. E tá tudo bem. São tão bons quanto! Lembra-se da frase do Paulo Junqueira que citei no início: ?Todas as posturas são possíveis, mas não para todos!?.
Devemos nos desafiar sempre, o Superioga apresenta essa proposta, mas todo processo de conhecimento e evolução tem etapas, e elas precisam ser vencidas cada uma em seu tempo e com total respeito ao seu corpo.
Namastê!
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